Osteopatia em Portugal

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OSTEOPATIA NO REINO UNIDO
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A Osteopatia criou raízes na Europa, graças ao ex aluno de Still, Dr.John Martin Littlejohn (1865-1947), escocês, nascido em Glasgow. 

Estudou artes, teologia e línguas orientais na Universidade de Glasgow e em 1892 emigrou para os Estados Unidos para se Doutorar, tendo-se  inscrito na Columbia University em Nova Iorque, doutorando-se em filosofia dois anos depois.

Littlejohn como sofria de problemas crónicos da coluna cervical, aproveitando a sua estadia em Nova Iorque, foi consultar o Sr.A.T.Still em Kirksville.  Foi tratado ficando Littlejohn tão encantado com esta terapia que começou a estudá-la com O Dr.Still  na American School of Osteopathy.  Durante os anos de 1898 a 1899, foi um dos braços direitos do Dr. Still, estudou anatomia e fisiologia com o Dr. Mckendrik, fisiologista de grande reputação na época e participou nas conferências de Sir James Mcenzie.
Em 1900 Littlejohn, sai da escola de Still e abre o American College of Osteopathic Medicine and Surgery em Chicago e estuda  medicina nos colégios de Dunham e Hering e recebe o diploma de Doutor em Medicina e em 1913 regressa à Inglaterra.

O Dr. John Martin Littlejohn ao regressar dos Estados Unidos implantou e desenvolveu a Osteopatia no Reino Unido, abrindo a primeira escola de Osteopatia fora dos Estados Unidos, em Londres, em 1917, a British School of Osteopathy...
Foi com Littlejohn que a Osteopatia  começou a dividir-se uma vez que assenta numa teoria mecânica para a origem das doenças e enquanto Still fundamentava que era a estrutura que rege a função, Littlejohn considerava esta ideia absurda e afirmava que é a função que rege a estrutura e, foram estas divergências  a razão de Littlejohn se afastar do Dr.Still.
Esta discordância originou a uma divisão da Osteopatia – os “Estruturalistas” e os “Funcionalistas”.
O termo “funcional” descreve técnicas indirectas, enquanto “estrutural” defendem as técnicas directas.

O Dr. John Martin Littlejohn morreu em 1947 deixando a Osteopatia bem definida no Reino Unido.

No início  do século XX, um dos alunos de Still, o Dr.William Garner Sutherland, nascido em Wisconnsin, Estados Unidos, em 1873, graduou-se em Doctor of Osteopathy pela American School of Osteopathy , Kirksville, em 1900.
Sutrherland constatou a mobilidade dos ossos do crânio à nascença e ao longo da vida do ser humano, tendo publicado um artigo sobre a Osteopatia Craniana em 1930 e em 1939 publica o livro “The Cranial Bowl”
Sutherland foi a primeira pessoa a reclamar a sentir uma forma rítmica a mudança dos ossos do crânio. Mais tarde aplicou este movimento para todos os tecidos do corpo e este movimento é o agente de mudança nos tecidos disfuncionais. Ele mais tarde chamou a esse movimento "Respiração primária." do corpo. Foi chamado o pai da Osteopatia Craniana.
Ele conceituou a abordagem craniana e ensinou-a sistematicamente. No entanto, Sutherland reconheceu Andrew Taylor Still como o desenvolvedor de Osteopatia todas, incluindo a abordagem craniana
Em 1953 foi fundada a Sutherland Cranial Teaching Foundation, Inc, por Sutherland, fundação que se dedica ao ensino da Osteopatia Craniana.
Sutherland morreu em 1954 com a idade de 81 anos.

H.Freyette, conhecido como “estruturalista” e William Sutherland reputado “funcionalista”, mantiveram os seus pontos de vista nos Estados Unidos.

As Técnicas consideradas funcionalistas foram mais tarde desenvolvidas como “técnicas funcionais de Hoover”, as técnicas miotensivas conhecidas como técnicas energéticas e foram desenvolvidas por Mitchell.

A Osteopatia tem vindo a ser praticada em Inglaterra, mas  só em 1993, foi regulamentada a profissão de Osteopata, pelo “Ostepaths Act”.
Foi constituído o General Osteopathic Council (GOsC) para estabelecer e regulamentar a profissão de osteopata que é a Ordem dos osteopatias no Reino Unido .
Só em 2005 os D.O. formados nos Estados Unidos, Doctor in Osteopathy, foram aceites como médicos pelo General Medical Council ( Ordem dos Médicos do Reino Unido), com todos os direitos para praticarem Medicina no Reino Unido.
Presentemente, os cursos de Osteopatia são ministrados em escolas de Osteopatia reconhecidas pelo GOsC e têm de ter um acordo com Universidades, para que no final do curso de Osteopatia, seja emitido um “Degree in Master in Osteopathy “ ou  in Medicine Osteopathic.  Nestes degrees, o termo Osteopathy ou Medicine Osteopathic são sinónimos (Segundo o GOsC o grau conferido é apenas Osteopathy consultar sff http://www.osteopathy.org.uk/information/standards-of-training-practice/).

A única universidade britânica que teve cursos de Osteopatia é a Oxford Brookes University, universidade que ministrou cursos superiores de Osteopatia em Portugal em língua portuguesa, de 1998 a 2005, sob a direcção e coordenação do Dr. Mário Alberto Borges de Sousa “Doctor in Osteopathy (South Africa)”, o pai da Osteopatia em Portugal e do Dr. José Campos B.Sc.in Osteopaty (Oxford Brookes).
A instituição London School of Osteopathy ensina Osteopatia exclusivamente a médicos e Fisioterapeutas.
Neste momento só há 6 colégios a formarem osteopatas no Reino Unido que são:

  • British College of Osteopathic Medicine
  • British School of Osteopathy
  • College of Osteopaths
  • European School of Osteopathy
  • London School of Osteopathy
  • Swansea University

No Reino Unido todos estes colégios formam Osteopatas em 4 anos, havendo alguns que formam em 5 anos quando o curso é em part-time. Todos eles como não são universidades, revalidam os seus cursos em universidades inglesas com o grau de Master in Osteopathy (M.Ost.),  ou seja Mestre em Osteopatia  uma vez que não existe o B.Sc.(Hon) in Osteopathy, desde 2013.

Para qualquer esclarecimento poderão consultar o General Osteopathic Council da Inglaterra.